cover
Tocando Agora:

Últimas Notícias

Concurso Leiteiro da Expo Macaé distribuirá R$ 88 mil em prêmios

Concurso Leiteiro da Expo Macaé distribuirá R$ 88 mil em prêmios

Concurso Leiteiro valoriza o produtor local Moisés Bruno O 42º Concurso Leiteiro de Macaé será uma das principais atrações técnicas da Expo Macaé 2026,

1 hora atrás
Há 1 ano, ex-funcionário revelou falhas na rotina de manutenções da Voepass: 'Poderia ter sido evitado'

Há 1 ano, ex-funcionário revelou falhas na rotina de manutenções da Voepass: 'Poderia ter sido evitado'

EXCLUSIVO: ex-funcionário relata problemas em rotina de manutenções da Voepass O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aero

1 hora atrás
Veja minuto a minuto do vídeo que mostra banhista sacando arma e apontando contra velejador em Arraial do Cabo

Veja minuto a minuto do vídeo que mostra banhista sacando arma e apontando contra velejador em Arraial do Cabo

Homem tenta atirar contra praticante de kitesurf em Arraial do Cabo O vídeo de uma discussão entre um homem armado e praticantes de kitesurf na Praia da Arubi

1 hora atrás
O caso da mulher foragida há mais de uma década após deixar a delegacia e que é acusada pela morte da filha

O caso da mulher foragida há mais de uma década após deixar a delegacia e que é acusada pela morte da filha

Única mulher na lista de foragidos de SC é suspeita de matar a própria filha em SC A única mulher da lista de foragidos de Santa Catarina está desaparecida

1 hora atrás
Alvo de tarifaço, Brasil é há décadas fonte de superávit recorde para os EUA

Alvo de tarifaço, Brasil é há décadas fonte de superávit recorde para os EUA

Governo brasileiro rechaça decisão dos EUA em impor tarifa de 12,5% e volta a falar em Reciprocidade Novamente na mira de tarifas impostas pelo governo Donald

1 hora atrás
Leila Pinheiro cai no samba do álbum solo de Tina Werneck, 'Cheguei tinindo'

Leila Pinheiro cai no samba do álbum solo de Tina Werneck, 'Cheguei tinindo'

Tina Werneck (à esquerda) lança o primeiro álbum solo em 5 de agosto, 'Cheguei tinindo', com Leila Pinheiro no samba-jazz 'O amor vai chegar' Divulgação

1 hora atrás
Morte de Diogo Nascimento: entenda o que é a aplasia medular, doença rara que afeta a produção das células do sangue

Morte de Diogo Nascimento: entenda o que é a aplasia medular, doença rara que afeta a produção das células do sangue

Morte de músico Diogo Nascimento em Goiânia causa comoção O cantor gospel Diogo Nascimento morreu na segunda-feira (20), aos 41 anos, enquanto tratava uma a

1 hora atrás
Temporais voltam ao Sul no domingo; chuva ainda atinge Sudeste e Centro-Oeste neste sábado

Temporais voltam ao Sul no domingo; chuva ainda atinge Sudeste e Centro-Oeste neste sábado

Prefeitura de Porto Alegre/Alex Rocha O último fim de semana de julho começa neste sábado (25) com chuva forte em áreas do Centro-Sul do país e termina sob

1 hora atrás
Como é feito o foie gras, alimento que foi proibido por Lula e reacendeu a tensão comercial com a França

Como é feito o foie gras, alimento que foi proibido por Lula e reacendeu a tensão comercial com a França

Método para produção de foie gras, com tubo enfiado na garganta da ave, é considerado cruel Bebeto Matthews/Arquivo/AP Photo O presidente Luiz Inácio Lula

1 hora atrás

Últimos Vídeos

🔥QUEBRANDO A MALDIÇÃO🔥CORINHO DE FOGO | LOUVOR de LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

🔥QUEBRANDO A MALDIÇÃO🔥CORINHO DE FOGO | LOUVOR de LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

2 meses atrás

A Arca de Noé

A Arca de Noé

2 meses atrás

DESENHO DO VELHO

DESENHO DO VELHO

2 meses atrás

Morte de Diogo Nascimento: entenda o que é a aplasia medular, doença rara que afeta a produção das células do sangue

Morte de músico Diogo Nascimento em Goiânia causa comoção O cantor gospel Diogo Nascimento morreu na segunda-feira (20), aos 41 anos, enquanto tratava uma a...

Morte de Diogo Nascimento: entenda o que é a aplasia medular, doença rara que afeta a produção das células do sangue
Morte de Diogo Nascimento: entenda o que é a aplasia medular, doença rara que afeta a produção das células do sangue (Foto: Reprodução)

Morte de músico Diogo Nascimento em Goiânia causa comoção O cantor gospel Diogo Nascimento morreu na segunda-feira (20), aos 41 anos, enquanto tratava uma aplasia medular, doença rara que faz a medula óssea deixar de produzir adequadamente as células do sangue. A condição pode provocar anemia grave, infecções recorrentes e sangramentos e exige diagnóstico precoce e tratamento especializado. A medula óssea funciona como uma espécie de fábrica das células do sangue. É nela que são produzidos os glóbulos vermelhos, responsáveis por transportar oxigênio; os glóbulos brancos, que atuam na defesa do organismo; e as plaquetas, fundamentais para a coagulação. Quando esse processo falha, diferentes funções do corpo passam a ser comprometidas ao mesmo tempo. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam como a doença surge, quais são os principais sinais e de que forma os tratamentos disponíveis mudaram o prognóstico dos pacientes nas últimas décadas. A falha acontece na 'fábrica' das células do sangue A aplasia medular, também chamada de anemia aplástica, faz parte de um grupo de doenças conhecido como síndromes de falência medular. Na maioria dos casos adquiridos, o próprio sistema imunológico passa a atacar as células-tronco da medula óssea. São elas que dão origem às células do sangue. Com esse ataque, a produção diminui de forma acentuada e o paciente desenvolve um quadro chamado pancitopenia, caracterizado pela queda simultânea dos glóbulos vermelhos, dos glóbulos brancos e das plaquetas. Apesar da gravidade, a doença não é contagiosa nem é considerada um tipo de câncer. Ao contrário das leucemias, por exemplo, o problema não está na produção de células anormais, mas na dificuldade da medula em produzir células suficientes para manter o organismo funcionando. Morte de músico Diogo Nascimento em Goiânia, Goiás, causa comoção Reprodução/Instagram de Diogo Nascimento Sintomas entregam o que falta Os sinais da doença refletem quais componentes do sangue estão em falta. A redução dos glóbulos vermelhos provoca anemia, com sintomas como cansaço intenso, fraqueza, palidez e falta de ar aos esforços. Quando caem os glóbulos brancos, o organismo fica mais vulnerável a infecções, que podem evoluir rapidamente. Já a diminuição das plaquetas aumenta o risco de sangramentos espontâneos, sangramento nas gengivas ou no nariz e manchas roxas pelo corpo. Como esses sintomas também aparecem em diversas outras doenças, eles não são suficientes para confirmar o diagnóstico. Causa pode ser desconhecida Descobrir por que a aplasia medular apareceu nem sempre é possível. Segundo o cirurgião pediátrico Tiago Silva, cerca de metade dos pacientes recebe o diagnóstico de uma forma considerada idiopática, quando nenhum fator consegue explicar o que levou a medula óssea a parar de funcionar. Nos demais casos, a origem pode ser bastante variada. A forma mais comum é a autoimune. Nela, explica a hematologista Cláudia Mariana Assato, o próprio sistema imunológico passa a atacar as células-tronco da medula óssea, reduzindo progressivamente sua capacidade de produzir as células do sangue. A doença também pode estar associada a infecções virais, como hepatites B e C, HIV, parvovírus B19, vírus Epstein-Barr e citomegalovírus. Outras doenças autoimunes, alterações do timo e doenças linfoproliferativas também aparecem entre os fatores relacionados ao quadro. Há ainda casos ligados à exposição prolongada a substâncias químicas, especialmente derivados do benzeno presentes em solventes, combustíveis, tintas e alguns agrotóxicos. Em situações mais raras, determinados medicamentos também podem desencadear a doença. Uma parcela dos pacientes, porém, desenvolve formas hereditárias, como a anemia de Fanconi e a disceratose congênita. Diferentemente da forma adquirida, elas têm origem genética, costumam surgir na infância e exigem uma abordagem terapêutica diferente. Embora possa atingir pessoas de qualquer idade, pacientes mais jovens tendem a responder melhor ao tratamento. Cantor gospel que morreu aos 41 anos em Goiânia, Goiás, sonhava em montar o próprio coral de musical para evento e casamento, diz amigo Reprodução/Instagram de Diogo Nascimento Doença é rara A aplasia medular é considerada uma doença rara. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, a incidência estimada no Brasil é de 1,6 caso novo por milhão de habitantes por ano. A frequência, no entanto, varia entre diferentes regiões do mundo. Segundo Tiago Silva, a doença é duas a três vezes mais comum na Ásia do que em países ocidentais. Ainda não existe uma explicação definitiva para essa diferença, mas uma das hipóteses envolve maior exposição ambiental a substâncias tóxicas. Diagnóstico envolve exames na medula óssea O hemograma costuma ser o primeiro exame a levantar a suspeita, ao mostrar a redução simultânea dos glóbulos vermelhos, dos glóbulos brancos e das plaquetas. A confirmação, porém, depende da avaliação da medula óssea. Para isso, os médicos recorrem ao mielograma e à biópsia, exame considerado indispensável para estabelecer o diagnóstico. Na aplasia medular, ela revela uma medula hipocelular, com quantidade muito reduzida de células responsáveis pela formação do sangue. Também podem ser necessários testes genéticos e exames complementares para descartar outras doenças que provocam alterações semelhantes, como leucemias, síndromes mielodisplásicas e linfomas. Para os especialistas, identificar a doença precocemente faz diferença porque permite iniciar o tratamento antes que infecções ou sangramentos coloquem a vida do paciente em risco. Transplante é a principal opção O tratamento é definido de acordo com a gravidade da doença, a idade do paciente e a possibilidade de encontrar um doador compatível. Quando esse doador existe — sobretudo entre pacientes mais jovens —, o transplante alogênico de medula óssea costuma ser a estratégia com maior potencial de cura. Nos demais casos, o tratamento geralmente combina medicamentos imunossupressores, que interrompem o ataque do sistema imunológico à medula óssea, e remédios que estimulam a recuperação da produção das células do sangue. Enquanto a medula não volta a funcionar, também é comum que o paciente precise de transfusões de sangue e de plaquetas, além de antibióticos e antifúngicos para prevenir ou tratar infecções. Segundo Tiago Silva, entre 70% e 80% dos pacientes respondem à terapia imunossupressora. Ainda que recaídas possam ocorrer e parte dos doentes não responda ao tratamento inicial, o cenário mudou nas últimas décadas. Com diagnóstico precoce, medicamentos mais eficazes e maior acesso ao transplante, a aplasia medular deixou de ser uma doença invariavelmente fatal e passou a apresentar perspectivas de sobrevida muito mais favoráveis.